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Alberto Estima de Oliveira
começou a escrever poesia aos 18 anos. Em Março de 1957 vai para Angola, tendo vivido em Benguela e Lobito. Depois de um breve regresso a Portugal, em 1975, fixa-se na Guiné-Bissau, durante três anos, a partir de 1977. Finalmente, parte para Macau em 1982 onde reside. Tem poesia publicada nos cadernos Vector II e III (Huambo, Nova Lisboa) e na Antologia Kuzuela III, primeira Antologia de Poesia Africana de Expressão Portuguesa (Luanda), coligida por David Mestre. Tem colaboração na Revista Macau, e na Revista Cultura.
Poesia:
1987 - Infraestruturas, Instituto Cultural de Macau
1988 - O Diálogo do Silêncio , Instituto Cultural de Macau
1990 - O Rosto, Instituto Cultural de Macau
1993 - O Corpo (con)sentido, Instituto Cultural de Macau
1995 - Esqueleto do Tempo, Livros Oriente, Macau
1996 - Fly (Edição bilingue português-inglês), Tertúlia, Lisboa
1996 - Estrutura I – O Sentir (Macau, Edição do Autor)
1999 - Infraestruturas (Kei Tcho) – (Edição bilingue português-chinês) Instituto Cultural de Macau.
2003 - MESOPOTÂMIA - espaço criado pelo Autor .- ARION – Lisboa, Colecção “O GUARDADOR DE REBANHOS“.
Em 1999 foi-lhe atribuído o Grande Prémio Internacional de Poesia no International Festival Curtea de Arges Poetry Nights.
Membro do P.E.N. Clube de Português desde 2002

Alice Vieira é licenciada pela Faculdade de Letras de Lisboa. Começou cedo a trabalhar nos jornais, primeiro no suplemento juvenil do "Diário de Lisboa" , e durante sete anos no "Diário Popular". Em 1975 entrou para a redacção do "Diário de Noticias" onde se manteve até 1990.
Iniciou a sua carreira literária em 1979 com o livro Rosa, minha irmã Rosa que, nesse ano, ganhou o Prémio de Literatura Infantil do Ano Internacional da Criança ( a edição alemã desta obra viria também a ser distinguida, na Alemanha, com um prémio de literatura juvenil, em 1992).
A partir daí a sua actividade como escritora, especialmente dedicada à infância e juventude, não tem parado, tendo já cerca de 50 títulos publicados, doze dos quais se encontram traduzidos.

Este rei que eu escolhi obteve, em 1983, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e, em 1994, recebeu da mesma fundação o Grande Prémio de Literatura para Crianças pelo conjunto da sua obra. Entre outras distinções voltou a conquistar, em 1998, o prémio de literatura juvenil da Alemanha, pela tradução alemã de Os Olhos de Ana Marta.
Tem colaborado na televisão portuguesa como autora de programas infantis.
A convite do Instituto Cultural de Macau, num projecto coordenado por Rogério Beltrão Coelho e Cecília Jorge, reescreveu, em 1988, algumas lendas chinesas, em seis livros com os títulos: O Templo da promessa, As mãos de Lam Seng, O que sabem os pássaros, Uma voz do fundo das águas, As árvores que ninguém separa e Um estranho barulho de asas (com versões em língua inglesa).
Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.

António Augusto Menano nasceu em Coimbra a 6 de Maio de 1937.
Viveu em Macau durante alguns anos tendo visitado grande parte dos países do Oriente.
Reside actualmente na Figueira da Foz, onde passou a mior parte da sua vida.
Frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra até ao 4º ano, inclusive.
Esteve ligado à gestão, nomeadamente hospitalar, à vida política activa (vereador da Câmara Municipal da Figueira da Foz, entre 1982 e 1988, tendo desempenhado vários pelouros, com destaque para os da Cultura, Habitação e Acção Social).
Escreveu textos literários para os suplementos de “A Capital”, “O Século”, “Diário de Lisboa”, “Vida Mundial” (poesia) e “Jornal de Notícias” onde organizou o suplemento de homenagem a Ferreira de Castro e o primeiro na imprensa portuguesa dedicado à ficção científica. Colaborou também na imprensa portuguesa de Macau (“Comércio de Macau” e Revista “Maca”).
Dirigiu suplementos literários na imprensa regional cujos primeiro e terceiros “Encontros’ organizou na década de 60.
Tem poesia traduzida e publicada em chinês.
Colabora actualmente no suplemento das “Artes das Letras” (“Primeiro de Janeiro”).
Dedica-se, há mais de uma década, à pintura tendo exposto em Portugal, França, Estados Unidos e Macau.
Obra publicada:
POESIA
Tempo de Voar, Edições Gaivota, Figueira da Foz, 1961 (esgotado)
Tempo Vivo, Colecção Saturno, Porto, 1963. Prefácio de Serafim Ferreira. Menção no prémio Fernando Pessoa, ex-aequo com César Pratas (esgotado)
Mundos Simultâneos, Livros Sem Editor, Coimbra, 1973. Prefácio do Autor
Memória das Coisas, Cadernos Municipais, nº 24, Figueira da Foz, 1990. Prefácio de Aguiar de Carvalho
Poemas do Oriente, Colecção poesia em papel de aroz, nº 2, Livros do Oriente, Macau, 1991. Prefácio de Manuel Ferreira
Caleidoscópio, Edição do Autor, Figueira da Foz, 1996
Arco da Memória, Cadernos Municipais, nº 34, Figueira da Foz, 1998. Prefácio de Serafim Ferreira
Teoria do Vidro, Prémio Nacional de Poesia Vila de Fânzeres, Gondomar, 2003
PROSA
Inominável Segredo, Colecção Entendimentos, Livros do Oriente, Macau, 1993
Qual o Começo de Tudo Isto?, Colecção Autores Portugueses, Livros do Oriente, Macau, 1996
A Guardiã, Colecção Entendimentos, Livros do Oriente, Macau, 2000
EM COLABORAÇÃO
Poesia útil, Edição dos Autores, Coimbra, 1962. Caderno colectivo com a colaboração de A.A. Menano, Fernando Assis Pacheco, Francisco Delgado, José Carlos de Vasconcelos, Manuel Alegre, Mário Silva (arranjo gráfico), Margarida Rosa, Rui Namorado e Rui Polónio de Sampaio.
Antologia de Poesia Universitária, Portugália Editora, Lisboa, 1964
Poesia Portuguesa do pós-guerra: 1945-/1965, Ulisseia, Lisboa, 1965
Hiroxima, Nova Realidade, Tomar, 1967
Vietname, Nova Realidade, Tomar, 1970
800 Anos de Poesia Portuguesa, Círculo de Leitores, Lisboa, 1973
Poemabril, Nova Realidade, Tomar, 1984
Poemabril, 2ª edição, Fora do Texto, Coimbra, 1994
Antologia de Trovas Macaenses, Mar Oceano, Macau, 1994
88 Leituras de Macau, Livros do Oriente, Macau, 1995
Homenaje a Gerardo Diego en el centenario de su nacimiento, Álamo, Salamanca, 1996
Cântico em Honra de Miguel Torga, Fora de Texto, Coimbra, 1996
Poetas de Macau, Instituto Camões, Lisboa, 2000
Homenaje a Claudio Rodríguez, Álamo, Salamanca, 2000
Poesia, Álamo, Salamanca, 2002, Ciudad Europea de la Cultura
Em jornais e revistas de Portugal, Angola, Brasil, Espanha, Macau, Moçambique
De Longe à China, Tomo V, Instituto Cultural de Macau (no prelo)
LIVROS INÉDITOS
Dialéctica do Espelho, menção no Prémio Bocage, 1987
Orientações
Pregão de Vidro


António Correia nasceu na freguesia de Anreade, concelho de Resende, Portugal, em 1948. É licenciado em Direito e diplomado em Secretariado e em língua inglesa.
Foi militar em Angola; bancário, sindicalista e advogado, em Lisboa; advogado, notário privado, gestor, conselheiro e deputado, em Macau (China), durante cerca de vinte anos. Actualmente, dedica-se à advocacia e administração de empresas em Lisboa, Portugal e no Ceará (Brasil). Em 2000 foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com a Ordem do Mérito, no grau de Grande-Oficial.
Obras publicadas
POESIA:
Conjugando o Verbo Amar, 1989;
Folhas Dispersas, 1989;
Deideia, 1992;
Amagao, Meu Amor, 1992;
Fragmentos, 1ª ed. 1994, 2ª ed. 1996;
A Caravela, CD de poemas seleccionados,
declamados pelo actor Jacinto Ramos, 1997;
Serenidade, 2000;
Oratus, 2002
POESIA E FICÇÃO:
Abrindo o Caminho, poesia e contos, 1ª ed., 1976; 2ª ed.(ampliada), 1990;
Miscelânea, mensagens para crianças,1987;
FICÇÃO:
Ngola, contos, 1990;
Contos de Ou-Mun, contos, 1996;
Rua sem Nome, romance,1999.
Contos Cearenses, contos, 2002.

António Júlio Emerenciano Estácio, natural de Bissau, República da Guiné-Bissau. Engenheiro Técnico Agrário (Curso de Regente Agrícola, na Escola Nacional de Agricultura de Coimbra).
Viveu em Macau durante 26 anos (1972 a 1998) e aposentou-se da Câmara Municipal das Ilhas em 1997.
Foi Técnico e Técnico-chefe dos Serviços Florestais e Agrícolas de Macau (SFAM); Vogal da Comissão Administrativa da Câmara Municipal das Ilhas; Vogal do Conselho Consultivo do Governador de Macau; Secretário Geral e, posteriormente, vogal do Conselho do Ambiente; Vice-Presidente da Câmara Municipal das Ilhas; Sócio Fundador e Director da Avenida de Serviços à Comunidade (1986/7) do Rotary Club Amagao; Secretário da Direcção do Clube Militar de Macau; Coordenador Científico da Exposição “A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses”, realizada em Macau, em 1995; Presidente (1986 a 1991) da Direcção da Associação de Patinagem de Macau que, em Outubro de 1991, organizou o Mundial B de Hóquei em Patins; Colaborador da Editora Verbo, do Museu de Macau e da EXPO´98.
Desde 2001 tem participado na “Semana Cultural da China”, promovida em Lisboa pelo Centro de Estudos Orientais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
Para além de diversos artigos, folhetos e brochuras de caracter técnico, é autor das se-guintes publicações de caracter técnico:
Flora da Ilha da Taipa, Monografia e Carta Temática. Macau. 1978.
Flora da Ilha de Coloane. Macau. 1982.
Dinâmica das Zonas Verdes na Cidade de Macau. Macau. 1982.
Em Memória de Sá Nogueira. Macau. 1984.
Arborização de Macau. Intervenção de Tancredo Caldeira do Casal Ribeiro (1883-1885). Macau. 1985.
Jardins e Parques de Macau. Macau. 1993.
Zonas Verdes. Particularidades da Flora de Macau. Macau. 1994
Guia do Parque de Seac Pai Van. Macau. 1995.
A Evolução das Zonas Verdes das Ilhas. Junho de 1999.
As Árvores nos Brasões Municipais. Outubro de 2001.
Outras publicações:
Passadas. Macau. 1992. Edição do Autor.
Na Roda de Amigos. Macau. 1993. Edição do Autor.
Para Além do Rasgar da Ganga. Macau. Maio de 1997. Edição do Autor.
Histórias Vividas e Contadas. Macau. Dezembro de 1997. Edição Livros do Oriente.
Coordenador de outras publicações técnicas:
Árvores de Macau, de autoria do Sr. Prof. Wang Zhu Hao, editada em Agosto de 1997 pela Câmara Municipal das Ilhas (CMI).
Árvores de Macau. Volume II , de autoria do Sr. Prof. Wang Zhu Hao, editada em Março de 1999 pela Câmara Municipal das Ilhas (CMI).


António Rebordão Navarro é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo sido delegado do Procurador da República em Vimioso e Amarante e exercendo, posteriormente, a advocacia na cidade do Porto.
Colaborou em: Jornal de Notícias, Diário de Notícias, Bandarra, Vértice, Colóquio Letras, Notícias do Bloqueio (revista de que foi um dos co-directores), Diário Popular, Diário de Lisboa (onde exerceu crítica literária), Jornal de Letras, Letras e Letras, etc.
Em 1952, publica o seu primeiro livro As Três Meninas e Outros Poemas.
Secretariou e dirigiu a revista literária Bandarra, fundada por seu pai o escritor Augusto Navarro.
Publicou os seguintes livros de poesia: Outro Caminho do Mar (1953), O Mundo Completo (1955), Os Animais Humildes (1956), Poema para Anne Frank (1958), O Dia Dentro da Noite (1960), Aqui e Agora (1961), O Inverno (1978), 27 Poemas (1988) e A Condição Reflexa-Poemas 1952-1982 (1990).
É autor da peça de Teatro O Ser Sepulto (1972).
Em 1964, publicou o seu primeiro romance Romagem a Creta a que se seguiram Um Infinito Silêncio (Prémio Alves Redol, 1970), O Discurso da Desordem (1972), O Parque dos Lagartos (1982), Mesopotâmia (Prémio Internacional Miguel Torga, 1984), A Praça de Liège (Prémio Círculo de Leitores, 1988) e As Portas do Cerco (1992).
Em 1964 prefaciou e dirigiu uma Antologia de Poesia de Jorge de Lima e em 1972 publicou o ensaio Domingos Pinho, o Sistema das Representações Simultâneas. Em 1987 escreveu para a exposição "O Processo de Camilo" levada a efeito pelo Museu Nacional de Literatura "Juro que Sou Suspeito – O processo de Adultério de Camilo em 15 Alíneas" e organizou, com Orlando Neves, a antologia de Poesia Água Clara - Poetas em Vila Viçosa.
Em 1989 foi editado o seu livro de contos Dante Exilado em Ravena e em 1990 o volume de crónicas Estados Gerais.
Em 1992 organizou, com Orlando Neves, a antologia de poesia Poetas Escolhem Poetas.
Alguns dos seus poemas estão traduzidos para castelhano, francês e sueco.
Em 1975, foi nomeado director da Biblioteca Pública Municipal, cargo que ocupou durante seis meses.
Foi, por diversas vezes, presidente da Assembleia Geral da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Avelino Rosa nasceu em São Caetano, Concelho da Madalena, Ilha do Pico, Açores, em 17.06.1953. Estudou no Liceu da Horta e viveu nesta cidade até 1972. Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. Funcionário público desde 1973, sendo actualmente assessor principal da carreira de consultor-jurídico. Viveu cerca de 15 anos em Macau, exercendo funções na Administração Pública do Território.
Publicações
Diversos artigos em Revistas e Jornais.
Os Municípios em Macau, Livros do Oriente, 1999.
Macau (via Hong Kong) - Um Romance de Amor, Editorial Diferença, 2001.

Carlos Augusto Montalto de Jesus nasceu em Hong Kong, em 1863.
Trabalhou no comércio e na banca, mas, dados os seus conhecimentos de línguas, desempenhou actividade de tradutor profissional. Durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou, em Londres, na repartição de Propaganda e Censura e no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Republicano, democrata e liberal, Montalto de Jesus foi, de 1916 a 1918, director da revista "Margonigrama", publicada em Londres e destinada a Portugal e ao Brasil. Em 1922, integrou a delegação portuguesa à Conferência Internacional do Desarmamento em Washington.
Colaborador de vários jornais de Macau, Hong Kong, Xangai e Nova Iorque, proferiu conferências sobre assuntos históricos em vários países, entre os quais Inglaterra, EUA, Brasil e Portugal. Para além das suas duas obras de vulto – Historic Macao (1902 e 1926) e Historic Shanghai (1909), Montalto de Jesus deixou publicadas algumas das conferências e outros escritos, o primeiro dos quais, Centenary of India. Early Portuguese Intercourse with China, inserido no "Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa", de que era sócio correspondente, viria a constituir o Capítulo I do Historic Macao, na sua primeira edição (1902).
Da bibliografia de Montalto de Jesus fazem parte Portugal e Macau. Problemas Económicos e Políticos (1911), O Oriente Modernizado. Horoscópio Internacional (1912), O que será de Portugal (1912), A Criminalidade Germânica (1916) e A Salvação de Portugal (1920).
A primeira edição do Historic Macao (1902) trouxe honra e glória ao seu autor. A segunda (1926) foi a sua desgraça. As alterações e três novos capítulos introduzidos valeram a Montalto de Jesus uma campanha difamatória que, após condenação dos Tribunais que mandavam apreender e queimar o livro – o que veio a acontecer no verdadeiro ´auto-de-féª público do Tanque do Mainato – só terminaria com a morte do autor na miséria, em Março de 1927, no Convento das Irmãzinhas dos Pobres, em Hong Kong.
A tradução portuguesa do Historic Macao teve que aguardar mais de 60 anos para vir a prelo em 1990.


Fernando Sales Lopes é licenciado em História, mestre em Relações Interculturais, e jornalista profissional. Nasceu no Barreiro e reside em Macau desde 1986.
Em Portugal desenvolveu a sua actividade profissional na imprensa escrita, rádio e televisão. Foi chefe de redacção da Rádio Comercial, e director da RDP-Sul e da Rádio Algarve por si criada. Em Macau foi director de programas de rádio e televisão da Teledifusão de Macau (TDM), sub-director do Gabinete de Comunicação Social (GCS), director-executivo da Revista Macau (I série), analista de imprensa e coordenador de diversas edições.
Publicou, em 1997, o livro de poemas Pescador de Margem (ed. Livros do Oriente, Macau,1997) galardoado com o Prémio Camilo Pessanha 1996/97, do IPOR.
Autor, entre outros, do poema Flor de Lótus, letra do hino de encerramento da Sessão Cultural da Transferência de Administração de Macau para a China (1999); do livro de poemas Não-Ser, edição restrita especial elaborada por ocasião do Colóquio Homenagem a Luís de Camões - Poeta Universal (1999); do libreto do disco de Rão Kyao, Junção (ed. ICM, Macau,1999, e ed. ICM/Farol, Lisboa, 1999); de poesia dispersa; representado nas antologias da Revista Anto (n.5, Primavera, 1999, Amarante, 1999) e em De Longe à China (ed. Instituto Cultural da RAEM, 2000); e co-autor do livro Zeca Sempre, edição integrada nas comemorações do 10.º aniversário do desaparecimento de Zeca Afonso, Macau, Fevereiro de 1997.
Tem participação activa em encontros de escritores, nomeadamente no Hong Kong and Macau Literary Festival (2002); no Colóquio Homenagem a Luís de Camões - Poeta Universal da Organização Mundial de Poetas, Macau (1999); e 1.º Encontro de Poetas de Macau (1994). Participou e integrou as comissões organizadoras das comemorações Zeca Sempre assinalando os 10 anos do desaparecimento do cantor (Macau, 1997) e das Comemorações dos 20 anos do 25 de Abril em Macau (1994).
Foi sócio fundador e presidente do Grupo Cultural de Arte Dramática Min Kói – Máscara. No âmbito da actividade dramática, e do espectáculo em geral, para além da participação em séries televisivas e de cinema, como A Trança Feiticeira (produção chinesa) e O Dragão de Fumo, esteve directamente envolvido na produção e realização, nomeadamente como encenador, director de artistas, cenógrafo ou actor, entre outras, em peças de Stravinsky e Ramuz, José Régio, Brecht, e Y.K. Centeno (1994). Dramatizou e encenou o espectáculo Macau nas Palavras (Feira do Livro de Macau – 1995), tendo promovido outros espectáculos. Tem colaborado em algumas edições em suporte discográfico, com leitura de textos no CD Macau a Outra Banda (ed. Tradison, 1995), CD-Rom Macau nas Palavras (ed. Museu de Macau, 1998).
Investiga nos campos da História e das Relações Interculturais. Prepara a publicação da sua dissertação Os Sabores das Nossas Memórias – A comida e a etnicidade macaense.

Henrique Carlos Rola da Silva
é natural de Luanda. Licenciado pelo Instituto de Ciências Sociais e Política Ultramarina. Funcionário aposentado, tendo servido nas Alfândegas, Finanças, Educação e Economia.
Colaborações jornalísticas dispersas por diversos jornais e revistas de Angola, Portugal e Macau, e nas Rádios Oficial de Angola e de Benguela. Colaborador regular da revista "MacaU", designadamente com a secção "Macau há 100 anos".
Outros títulos publicados:

A Censura: Consequências Marginais
(Apreendido pela PIDE)
Os Símbolos de um Fracasso
(Duas edições)
H.L.
Liberdade de Informação/Informação Livre
Eanes e os Mistérios de Macau (Duas edições)
A Mulher de Jededias
A Imprensa Chinesa de Macau
Informação Portuguesa de Macau

João Casimiro Namorado de Aguiar é licenciado em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas.
Tem vivido boa parte da sua vida em Lisboa, mas também longos períodos fora de Portugal: em Moçambique (por duas vezes, em criança), Bélgica (1966-1969), Angola (1969-1974), Holanda (1974-1976).
Outros títulos publicados:
– "A Voz dos Deuses" (1ª edição: 1984; 24 edições).
– "O Homem sem Nome" (1ª edição: 1988; 11 edições).
– "O Trono do Altíssimo" (1ª edição: 1988; 5 edições).
– "O Canto dos Fantasmas" (1.ª edição: 1990; 2 edições).
– "Os Comedores de Pérolas" (1.ª edição: 1992; 13 edições)
– "A Hora de Sertório" (1.ª edição: 1994; 7 edições)
– "A Encomendação das Almas (1.ª edição: 1995; 7 edições)
– "Navegador Solitário" (1.ª edição: 1996; 6 edições)
– "Inês de Portugal" (1.ª edição: 1997; 8 edições)
– "O Dragão de Fumo" (1998; 4 edições)
– "A Catedral Verde" (2000; 2 edições)
– "Diálogo das Compensadas" (2001; 2 edições)
– "Uma Deusa na Bruma" (2003; 3 edições)

– Colecção "O Bando dos Quatro" (literatura infanto-juvenil): publicados 11 títulos até Março de 2000
Colaborações dispersas pela Imprensa, Rádio e Televisão.
Autor dos guiões dos filmes "Inês de Portugal" e da série de TV "O Dragão de Fumo".

Tem obras traduzidas em italiano, alemão, espanhol e búlgaro.

João Manuel Amorim nasceu em Lisboa a 22 de Fevereiro de 1950.
Concluiu os estudos secundários no Liceu Francês Charles Lepierre em 1967.
Licenciou-se em Economia pelo ISCEF em 1973.
De 1972 a 1983 trabalhou no Instituto Nacional de Estatística, no Gabinete
de Estudos Básicos de Economia Industrial, nos Serviços de Planeamento e
Integração Económica de Angola, na Federação dos Sindicatos Têxteis, no
Departamennto Central de Planeamento do Ministério das Finanças e Plano e na
Secretaria de Estado do Planeamento da República de Cabo Verde.
Em 1984 foi para Macau onde trabalhou nos Serviços de Programação e
Coordenação de Empreendimentos e na Direcção de Serviços de Finanças. Em
Outubro de 1988 passou a dirigir a Delegação de Macau da Fundação Oriente,
cargo que ocupou até Junho de 2000, data do seu regresso a Portugal.
Desde então exerce as funções de Director Internacional daquela Fundação.
Foi assistente na Faculdade de Economia de Luanda (1974/75) e no Instituto Superior de Economia, Lisboa (1979/81). Monitor de diversos cursos de formação profissional em Cabo Verde e Macau.
Participou e foi responsável pelos seguintes programas de rádio : "Esquema 4" e "Critério" (Rádio Clube Português, 1968/69), "Roteiro" (Rádio Comercial, 1980), "Macau ao Vivo", "Banzé", "Lugar Comum" e "A Banda do Sargento Pimenta" (Rádio Macau, 1985/2000).
Tem artigos publicados em: “República”, “Diário de Lisboa”, “4 de Fevereiro” (Angola),
“Portugal Hoje”, revista “Economia e Socialismo”, “Voz di Povo” (Cabo Verde), “Tribuna de Macau”, revista “MacaU”, “Revista de Cultura” e “Ponto Final” (Macau).
Em 1989 publicou O Vento e as Estátuas (Crónicas), editado Mar Oceano, e em
1996 Beco do Engano, editado por Livros do Oriente.


João Manuel Machado de Castro Carvalho nasceu no Porto, onde estudou e começou a trabalhar no quadro dos Serviços Técnicos do antigo Instituto dos Têxteis, que representou em certames da Feira Internacional de Lisboa («Filtêxtil», «Filmoda», «Intercasa», etc.) e onde colaborou na revista Folha Têxtil. Mais tarde, chefiou uma equipa de marketing na área de representações e distribuição de produtos alimentares.
Em Macau, a partir de 1982, exerceu várias funções: redactor do semanário Tribuna de Macau (1982/1984); correspondente do antigo semanário O País(1983); colaborador/cronista em dois programas de rádio; co-editor, realizador e apresentador em regime de contrato externo de um programa diário de duas horas na Rádio Macau (1989/1990); colaborador permanente e, depois, Redactor Principal e editorialista do semanário O Clarim (1986/1990); correspondente do Diário de Lisboa (1990); colaborador permanente do semanário Ponto Final (1990/1994).
Ao mesmo tempo, pertenceu ao Gabinete de Edições do Instituto Cultural de Macau, foi nomeado assessor de imprensa e coordenador das equipas de Projectos Especiais em regime de comissão de serviço pelo Secretário Adjunto para a Justiça e Administração Autárquica, então Juiz-Desembargador Sebastião José Coutinho Póvoas, e ingressou nos Serviços Recreativos e Culturais do Leal Senado, onde também exerceu assessoria de imprensa ao Presidente.
Regressado a Portugal, a partir de 1995, foi consultor de imagem para a comunicação social e marketing em regime de avença na Electricidade do Norte, S.A., do Grupo EDP (1995/1997), e participou numa agência de publicidade e meios, com assessoria de Imprensa comercial a marcas e trabalho de copywriter, desenvolvendo o conceito de «comunicação global» com largo recurso às novas tecnologias de comunicação (1999/2000). Actualmente, é adjunto do Gabinete do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Juiz-Conselheiro Jorge Alberto Aragão Seia, com funções de assessoria de imprensa (desde 2001).
Foi colaborador permanente e revisor literário e gráfico da Marketeer – Revista de Marketing, Comunicação e Vendas (1995/1998) e colunista semanal do jornal Macau Hoje (1995/1999). É colaborador permanente e editorialista do mensário portuense O Progresso da Foz (desde 1995) e colaborador permanente da revista O Tripeiro (desde 1999).
Tem colaboração e artigos esparsos em vários periódicos de Portugal e de Macau, direcção de edições, prefácios e revisões literárias em diversas obras e assessorias de imprensa a representações da Comissão Europeia nomeadas em Bruxelas. Tem sido comentador e moderador em seminários, tem apresentado comunicações em outros eventos nos domínio da imagem e informação e da arte e cultura, tomou parte em várias palestras da Comissão Europeia e participou nas seguintes Conferências da Foundation Europe of Cultures (Bruxelas): «Maastricht Revisited… European Unity through Cultural Diversity», organizada na Holanda sob os auspícios de Javier Pérez de Cuéllar, Presidente da Comissão Mundial para a Cultura e Desenvolvimento da UNESCO (Maastricht, 29 e 30/5/1997), e «Employment, Economic Success and Cultural Values», organizada no Luxemburgo sob os auspícios de Jacques Delors, Presidente da «Notre Europe» (Luxemburgo, 27 e 28/11/1997).
Entre as palestras proferidas, destacam-se: «Macau à Porta do Novo Milénio – As Duas Transições» (Rotary Club de Santo Tirso, 19/3/1996) e «Macau pós-2000: que legado deixámos?» (Rotary Club Porto-Foz, 25/6/2001).
É autor dos livros: Taipa e Coloane: Macau da Outra Banda (Livros do Oriente e Câmara Municipal das Ilhas, 1993 e 1998, com duas edições); Aves e Gaiolas de Macau (CTT – Macau, 1996, ilustrado com a colecção do autor «50 Gaiolas do Sul da China»); O Supremo Tribunal de Justiça em Portugal: Dois Séculos e Quatro Regimes de Memórias (Supremo Tribunal de Justiça, 2003, lançado nas comemorações «STJ – 170 Anos de Separação de Poderes em Portugal» e distribuído pela Editora/Livrarias Almedina).

Jorge Arrimar nasceu em S. Pedro da Chibia (Huíla-Angola).
Entre 1972-73, dirige o Suplemento Literário do Grupo Cultural da Huíla no “Jornal de Huíla”.
Na Faculdade de Letras da Universidade de Luanda, em Angola, inicia os seus estudos superiores, concluindo a licenciatura em História e a Especialização em Ciências Documentais em Portugal. Foi professor do ensino secundário nos Açores, tendo dirigido, em 1979, o suplemento literário “Página Africana” no semanário “Açores” publicado em Ponta Delgada.
A partir de 1985 radica-se em Macau onde trabalha no Arquivo Histórico, vindo, pouco tempo depois, a ser nomeado director da Biblioteca Nacional/Central de Macau, cargo que ocupou até 1998. Em 1997 foi agraciado pelo governador de Macau com a Medalha de Mérito Cultural.
Estreou-se nas letras, em 1975, com o livro de poemas Ovatyilongo, a que se seguiram mais seis títulos, Poemas (de parceria com Eduardo B. Pinto), 20 Poemas de Savana, Fonte do Lilau, Murilaonde, Secretos Sinais, Confluências (de parceria com Yao Jingming); três outros títulos na área da História e da Biblioteconomia, Cinco Cronistas dos Açores, A Biblioteca Central de Macau, Os Bettencourt - da Ilha da Madeira ao Planalto da Huíla; dois na narrativa, Viagem à Memória das Ilhas e O Planalto dos Pássaros, romance publicado simultaneamente em Angola e Portugal, em 2002; um conto, Os Infortúnios de Juvêncio, publicado em Luanda, em Dez.2003.
Coordenação do “Boletim Bibliográfico de Macau”, até 1998, da Antologia de Poetas de Macau (de parceria com Yao Jingming), 1999, dos Índices da Revista MacaU, Nov.2000; colaboração no Dicionário de História de Macau (no prelo), Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Dicionário Temático da Lusofonia (no prelo).

José Ignacio de Andrade nasceu nos Açores em 1780 e morreu em Lisboa em 1863. Como oficial da Armada empreendeu várias viagens à Índia e à China. Foi vereador e presidente da Câmara Municipal de Lisboa e figura destacada das letras portuguesas à época, deixando vasta obra. Publicou, por exemplo, em 1835, uma Memória obre a destruição dos piratas da China e o desembarque dos ingleses na cidade de Macau e sua retirada, que aborda dois temas significativos da história de Macau: a luta dos portugueses contra a pirataria e a tentativa de ocupação da concessão pelos ingleses, sob o pretexto da guerra napoleónica, em que, portugueses e chineses se opuseram, em conjunto, ao ataque britânico.

José Inocêncio dos Santos Ferreira (Adé) nasceu em Macau, a 28 de Julho de 1919 e faleceu em 24 de Março de 1993 nesta cidade. Depois de ter frequentado o Liceu Central da cidade entrou para o funcionalismo público. Aposentado em 1964, exerceu em seguida diferentes actividades no sector privado, principalmente no jornalismo. Deu aulas de Português a chineses durante vários anos. Escreveu e colaborou em vários periódicos macaenses, nomeadamente "Tio Tareco" (jornal infantil), "Renascimento", "Desporto", "Educação Física" e o "Clarim", tendo sido chefe de redacção deste último. Participou na fundação e foi redactor dos jornais "Comunidade" e "Gazeta Macaense" e integrou ainda o corpo redactorial do "Notícias de Macau"; como correspondente, trabalhou para o "Diário de Noticias", "Diário do Norte", "Diário Popular", revista "Volante", "China Mail", de Hong Kong, e para a agência Associated Press.
Santos Ferreira dedicou grande parte da sua vida à divulgação do dialecto macaense, o patuá de Macau, hoje quase extinto e de que foi, no seu tempo, o único cultor. Neste âmbito, além da obra escrita, fez diversas intervenções em programas de rádio. A bibliografia de Santos Ferreira é, na sua quase totalidade, constituída por títulos em patuá, quer de ficção, quer de investigação gramatical. Entre eles: Macau Sã Assi (Edição do Autor, 1968), Qui-Nova, Chencho (Edição do Autor, 1974), Camões, Grándi na Naçam (Fundação A-Má-Kók, Lisboa, 1982)

José Pedro Castanheira é jornalista profissional, com a carteira nº 806.
Nasceu em Lisboa, em 23 de Junho de 1952. Casado, tem dois filhos.
Estudou Economia no Instituto Superior de Economia, mas interrompeu o curso no 5º ano, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, para abraçar o jornalismo.
Entrou na profissão em Agosto de 1974. Foi jornalista do diário vespertino «A Luta» entre Agosto de 1975 e Janeiro de 1979, tendo sido chefe de Redacção nos últimos seis meses. Chefiou a Redacção do quinzenário «Sindicalismo» durante um ano. Em Abril de 1979, ingressou no semanário «O Jornal», onde coordenou um gabinete de grande reportagem e investigação. Desde Junho de 1989 que pertence aos quadros do semanário «Expresso», onde integra um Gabinete de Grandes Projectos.
Especialista em assuntos sociais, tem-se dedicado nos últimos anos à grande reportagem e ao jornalismo de investigação, em particular sobre a história recente do país e das ex-colónias.
Nos últimos anos, ganhou alguns dos mais prestigiados galardões de
jornalismo atribuídos em Portugal: Prémio Macau de Jornalismo 1990 e Prémio Nacional de Reportagem de Imprensa 1993, ambos do Clube de Jornalistas; Primeiro Prémio de Reportagem 1993 e 1997, do Clube Português de Imprensa; Jornalista do Ano 1994, do Clube de Jornalistas do Porto; Grande Prémio Gazeta de 2002.
Foi dirigente do Sindicato dos Jornalistas durante seis anos, dois dos
quais (1985/86) como presidente da Direcção. Presidiu à Comissão Organizadora do 3º Congresso dos Jornalistas Portugueses, de 1998.
Autor de vários livros, entre os quais Os Sindicatos e o Salazarismo – A História do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (1910/1969); Quem Mandou Matar Amílcar Cabral? (Relógio d’Água, 1995, e que já foi traduzido para italiano e francês); Os 58 Dias que Abalaram Macau (Publicações Dom Quixote/Livros do Oriente, 1999); Macau: os Últimos Cem Dias do Império (Publicações Dom Quixote/Livros do Oriente, 2000); A Filha Rebelde (com Valdemar Cruz, Temas e Debates, 2003).
Colaborou no livro Polónia, Um Povo em Luta (Heptágono, 1982) e na obra Biographical Dictionary of European Labor Leaders (Greenwood Press, 1995).

Josué da Silva
(1930-2004) iniciou-se no jornalismo em 1955, no "Diário de Lourenço Marques". Trabalhou como redactor no jornal "O Século", semanário "Actualidades" (no tempo do António Feio), no "Jornal do Fundão" e de 1968 a 1989, no "Diário de Lisboa". Foi chefe de redacção do sector português de uma revista da ex-República Democrática Alemã publicada para o Brasil e as ex-colónias, entre 1980 e 1989, e também correspondente na ex-RDA do "Diário de Notícias" entre 1985 e 1989.
Em Macau, trabalhou em diversos órgãos de comunicação social..

Como escritor, em Portugal colaborou no jornal "Artes e Letras", no suplemento literário do "Diário de Lisboa" e no suplemento literário de "A Capital" originária. Trabalhos jornalísticos publicados na Polónia e em Angola.
Outros títulos publicados:
1958 - Salto No Vácuo (novela)
1960 - Espaço e tempo (romance)
1962 - O Lodo e o Lótus (romance)
1963 - Cadernos da Montanha (poesia colectiva - edição dos autores)
1963 - Estrada para Sodoma (romance)

1971 - Um Deus na Palma da Mão
1975 - Portugal - Ano 1 de Revolução
1976 - Os Três Dias do Diabo (história e ficção sobre o 25 de Novembro)
1977 - Segunda edição de Um Deus na Palma da Mão, em Portugal e em Espanha, numa edição extensiva à América Latina.
1979 - Era Uma Vez...Três Guerras em África (reportagem)
1977 - A Rede Bombista (reportagem)
1985 - Do Outro Lado do Elba (apontamentos de reportagem da ex-RDA)
1994 - Amor Oriente (novela, Macau)
1994 - Mátria Decantada (poesia, Macau)
1997 - A Incrível Saga do Bom Si Mân (romance, Macau)

Júlio Alberto Carneiro Pereira, Procurador-geral adjunto, nasceu em 1953, em Montalegre.
Licenciado em Direito (ciências jurídicas), com Mestrado em Estudos Chineses e o Curso de Língua e Cultura Chinesa, (Universidade de Língua e Cultura de Pequim e Escola de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau).
Foi Delegado do Procurador da República nas comarcas de Fafe, Praia da Vitória e Macau; Adjunto do Alto Comissário contra a Corrupção e a Ilegalidade Administrativa, de Macau; Procurador da República nas Varas Criminais do Porto e Tribunal Administrativo de Círculo do Porto; Director- Geral Adjunto dos Serviços de Informações de Segurança; Director -Geral do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; e Procurador-Geral Adjunto (Inspector do Ministério Público).
Trabalhos e conferências
- Estratégias anti-corrupção na Região Ásia-Pacífico. Revista “Justiça e Transparência”, 1995.
- Comentário à Lei Penal Chinesa, Livros do Oriente, 1996.
- China: Reforma Penal de 1997. Série de 56 artigos publicados ao longo de um ano, pelo semanário de Macau “Ponto Final”.
- República Popular da China: Significado Político e Impacto Económico da Revisão Constitucional de 15 de Março de 1999. Comunicação apresentada em 22 de Abril de 1999, no I Congresso Portugal-China, organizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
- Racismo e Crime. Comunicação apresentada em 17 de Outubro de 2001 no Seminário Internacional “Cultura e Segurança”, organizado pela Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI).
- Direito à Emigração e Imigração com Direitos, comunicação apresentada em 26 de Janeiro de 2002 no coloóquio sobre “Justiça, Trabalho e Igualdade”, organizado pela MEDEL (Magistrats Europeens pour la democratie et les libertés. Revista do Ministério Púbico nº 90.
- Trafficking in human beings. A survey of the various approaches to a global fight. Comunicação apresentada na Aula Magna da Universidade Pontifícia de Roma, na conferência international “L’Esclavage ao XXI siècle – Droits de l’homme et traite des êtres humains” organizada pelo corpo diplomático acreditado na Santa Sé.
- Linhas de Evolução da Lei Penal da República Popular da China. Uma Abordagem Histórico-Política. Tese de mestrado em estudos chineses, sob orientação do Professor Doutor Jacques deLisle, do Centro de Estudos Asiáticos, da Universidade de Pensilvânia (USA).
- Algumas Questões Relativas ao crime de Corrupção Passiva para Acto Lícito. Boletim do CACC (Dezembro de 2002).
- Crime e Castigo na China Imperial. Boletim da Ordem dos Advogados nº 23, Nov.Dez. 2002.
- O Crime de Riqueza Injustificada e as Garantias do Processo Penal. Boletim do CACC (Setembro de 2003).
- A Quarta Geração de Líderes Face ao Legado Político de Jiang Zemin. Comunicação apresentada em 21 de Janeiro de 2004 na VII Semana Cultural da China, organizada pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.

Leopoldo Danilo Barreiros nasceu em Lisboa, em 1910 e faleceu a 25 de Julho de 1994 na mesma cidade. Emigrou para o Brasil com 15 anos de idade, tendo regressado a Portugal, em 1927. Foi, depois, para a Bélgica onde iniciou estudos de Engenharia. Em 1930 volta ao Brasil, partindo, em seguida, para Conchinchina. Fixou-se em Macau, em 1931, onde casou com Henriqueta Pacheco Jorge, filha do sinólogo José Vicente Jorge. Foi professor do ensino primário e secundário e redactor da revista macaense "Renascimento", correspondente do "Diário de Notícias" e dos jornais "A Noite" e "Vamos Ler", do Rio de Janeiro. No final da Segunda Guerra Mundial regressou a Lisboa e licenciou-se em Direito. Em 1956 partiu para S. Tomé e Príncipe como notário público. Volta a Portugal quatro anos depois, onde se dedicou, exclusivamente, à advocacia e foi consultor jurídico da embaixada da Suécia, tendo sido agraciado com a comenda da ordem da Estrela do Norte deste país. Tem colaboração dispersa em jornais e revistas de Portugal, Macau, S. Tomé, Brasil e Moçambique. Entre outras publicações de sua autoria destacam-se As Marcas da Porcelana Chinesa, A Paixão Chinesa de Wenceslau de Morais, o Testamento de Camilo Pessanha e José Carlos da Maia.

Luís Mendonça (Gémeo luís) nasceu em Lourenço Marques em 1965.
Professor na Escola Superior de Artes e Design, Matosinhos e na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Menção Especial do Júri, IPLB, Prémio Nacional de Ilustração 2002.
ILUSTROU
Moinho de Tempo (Editora Livros do Oriente) com texto de Emílio Remelhe
Grávida no Coração (Campo das Letras) com texto de Paula Pinto da Silva
Árvores Pombos Limões e Tropelias (Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto) com textos de António Mota, Francisco Duarte Mangas, João Pedro Mésseder e José Viale Moutinho
Carta a um jovem antes de ser Poeta (Campo das Letras) com texto de José Alberto Marques
O vermelho e o verde (Teatro Académico de Gil Vicente) com texto de João Artur Silva e Mário Henrique Leiria
O g é um gato enroscado (Editora Caminho)
Gondomar em fundo (Câmara Municipal de Gondomar) com texto de João Pedro Mésseder
Manhas e Patranhas, Ovos e Castanhas (Editora Caminho) com texto de Alice Vieira
Uma tarde alucinante (Edições Eterogémeas) com texto de João Maria André
Aventuras Domiciliárias, Uma história verdadeira seguida de uma história
real (Edições Eterogémeas)
Aventuras Domiciliárias II, A história do senhor Inquilino Caseiro (Edições Eterogémeas)
Aventuras Domiciliárias III, Sonhos de Trazer por casa (Edições Eterogémeas) com texto de Estevão Roque
Desventuras Completas, Lok, A Estrela-Carente (Edições Eterogémeas) com texto de Elliot Rain
NO PRELO
A Gata Christie descobre a Sofia (Campo das Letras) com texto de Luís Adriano Carlos
Caneta Feliz (Campo das Letras) com texto de João Pedro Mésseder
Aquário (Deriva Editores) com texto de João Pedro Mésseder
Palavra que voa (Editora Caminho) com texto de João Pedro Mésseder
Desventuras Completas, Lok, O aprendiz de si mesmo (Edições Eterogémeas) com texto de Elliot Rain
O Piano de cauda (Edições Eterogémeas) com texto de Eugénio Roda

Maria José Palla é professora da Universidade Nova de Lisboa.
Viveu muitos anos em Paris onde se diplomou em história de arte na École du Louvre e estudou fotografia. Doutorou-se na Universidade da Sorbonne com uma tese sobre a simbologia do traje na obra de Gil Vicente, e é autora de numerosos artigos e livros sobre este dramaturgo e a pintura quinhentista portuguesa.
Em 1998 realizou uma exposição com fotos de Pangim (onde se deslocara em Dezembro de 1996), na Biblioteca Nacional de Lisboa, assim como um livro com as mesmas fotos, com o título "Paredes de Pangim", com textos de Anna Hatherly e Nuno Júdice.
Em Outubro do mesmo ano realizou a mostra "Retratos de poetas portugueses" editados num álbum com um prefácio de Vasco Graça Moura e apresentação gráfica da autora.
Em Novembro expôs no Museu Nacional do Traje "16 Pollaroids" com um catálogo igualmente concebido pela autora.
O seu trabalho fotográfico tem sido exposto em galerias e publicado em vários catálogos e livros.


Orlando Loureiro Neves é licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa.
Na Faculdade de Direito, foi director cultural da Associação Académica (a que viria a presidir durante o ano lectivo de 1957-58) tendo colaborado na criação do Grupo Cénico da Faculdade.
Foi fundador e primeiro director da revista, órgão da Associação Académica, Quadrante.
Durante curtos meses foi subdelegado de procurador da República, cargo que abandonou para se dedicar à candidatura à advocacia. Cedo reconheceu que não era essa a sua vocação. Entrou para os quadros dos Emissores do Norte Reunidos, onde foi locutor, produtor e autor de programas radiofónicos de natureza geral e cultural.
No mesmo período colaborou, com assiduidade, no Rádio Clube Português, delegação do Norte.
Desenvolveu intensa actividade no campo do Teatro, designadamente no Teatro Experimental do Porto, de que foi Presidente durante dois anos.
Para além de outras actividades, como documentalista e director de publicações, inicia profissão de jornalista no jornal República, especializando-se nos temas culturais, sendo durante anos, crítico de teatro e televisão.
Promove também diversas iniciativas como animador cultural e assume cargos de direcção no Círculo de Leitores, na Portugália Editora e na Cooperativa Editorial Diabril, de que foi um dos fundadores.
Durante a existência da Companhia Nacional Popular de Teatro, dirigida por Carlos Wallenstein, no S. Luiz, em Lisboa, foi o director de Relações Públicas e Assessor para a Comunicação Social.
Regressa ao jornalismo como free-lancer. Colabora, regularmente nos jornais A Luta, Expresso e Diário de Notícias.
As rádios locais elegem-no, em 1986, o melhor crítico de rádio.
Ao longo da sua vida colaborou ainda em jornais e revistas de todo o País.
Dirigiu ou co-dirigiu diversas publicações culturais.
Durante um ano, em 1980, é autor e apresentador do programa cultural semanal Manta de retalhos, na RTP-1, considerado, unanimemente, pela crítica da época como o melhor programa cultural de televisão feito até então. Na mesma altura, foi co-autor da primeira série do programa radiofónico Pão com manteiga.
No período compreendido entre 1984 e 1986 encena peças de teatro no Nacional D. Maria II e na Fundação Gulbenkian, sendo então distinguido com prémios de encenação.
A partir de 1992, passa a dedicar-se, exclusivamente, à profissão de escritor.
Para além das já mencionadas actividades culturais, foi fundador e primeiro presidente do Cineclube Universitário do Porto, membro da direcção da Casa de Imprensa de Lisboa, director da Companhia Teatral Rafael de Oliveira (na sua fase amadora), vice-presidente do Clube de Jornalistas de Lisboa, presidente da Associação Património XXI, dedicada à defesa do património monumental do País, vice-presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, presidente da Associação Cultural Sol XXI que tem organizado, por todo o País, vários encontros e jornadas de divulgação cultural.
Obras publicadas
Tem cerca de 70 títulos publicados nas áreas da poesia, ficção, teatro, literatura infantil, dicionarística e vária.
Citem-se, na poesia, entre os livros publicados nas últimas duas décadas, Regresso de Orfeu, Noema (1991); Decomposição – A Casa, Organon para a decifração da poesia, Loca obscura, Poesia, Nocturnidade e Página Branca.
Na ficção: Morte em Campo de Ourique, Histórias de espanto e exemplo, Memórias de um rufia lisboês, Torrebriga, Mar de histórias e Parábola da inocência.
Em teatro: Humor Próprio e 30 Anos de Teatro.
Literatura Infantil: Aventuras do Gato Chalupa e Teatro para crianças.
Na dicionarística: Dicionário de frases feitas, Dicionário de expressões correntes, Dicionário do palavrão, Dicionário da origem das palavras, Dicionário de nomes próprios, Dicionário de expressões bíblicas e Dicionário do nome das coisas e outros epónimos.
Em vária: Palhas alhas, De Longe à China, Portugal, edição em chinês, Trovas medievais obscenas, Lengalengas e trava-línguas, Ensaios mínimos, entre outros.
Antologias e colectâneas onde tem colaboração: Modernistas portugueses (1960); Poesia portuguesa do pós-guerra (1965); Hiroxima (1967); 800 anos de poesia portuguesa (1973); Experiência de liberdade (1976); Ilha dos Amores (1984); Poetas alentejanos (1986); Lisboa cidade de elevadores (1986); Água Clara (1987); Histórias nunca lidas (F. Gulbenkian) (1991); Antologia de homenagem a Cesário Verde (1991); Poetas escolhem poetas (1992); Contoário (1993); Poemabril (1994), etc, etc.
Recebeu dezenas de prémios nas áreas da poesia, ficção e teatro. Está traduzido em francês, espanhol e romeno.

Rodrigo Leal de Carvalho, magistrado, juiz-conselheiro do Supremo tribunal de Justiça jubilado.
Actualmente radicado na Praia da Vitória (Açores) residiu em Macau durante 33 anos, no período de 1959 a 1999, com duas interrupções em África e Portugal.
Publicou o seu primeiro romance, Requiem por Irina Ostrakoff, em Janeiro de 1993 (2.ª edição em 1995). Seguiram-se Os Construtores do Império (1994 e 2.ª edição em 2004), A IV Cruzada (1996), Ao Serviço de Sua Majestade (1996), O Senhor Conde e as suas Três Mulheres (1999) e A Mãe (2001). Todos por iniciativa editorial de Livros do Oriente.
Requiem por Irina Ostrakoff, que está traduzido em chinês e búlgaro, foi distinguido com o Prémio IPOR 1994.

Zulmiro de Carvalho é formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (curso de escultura) onde leccionou de 1969
a 1995.
Distinguido com vários prémios de escultura, expôs, a título individual e colectivo, em Portugal, Reino Unido, Espanha, Holanda, Alemanha, Brasil, Cabo Verde, Índia, Dinamarca e Macau.



 

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