CATÁLOGO
BUSCA

Desde a sua chegada às costas do mar da China e instalação, nessas paragens, no século XVI, um dos primeiros obstáculos que os Portugueses tiveram de enfrentar e ultrapassar foi o da barreira linguística. A intermediação, ao longo dos tempos, dos jesuítas, jurubaças, línguas, intérpretes e tradutores ou mesmo de uma comunidade bilingue que aqui vai surgindo, como resultado da miscigenação, foi fundamental para a sobrevivência e continuidade da administração portuguesa até 19 de Dezembro de 1999.
Neste espaço plural, do ponto de vista sociolinguístico, onde coabitam diferentes comunidades como a portuguesa, a chinesa, a filipina, a tailandesa, a inglesa e outras que se vão reconhecendo como pertencentes a uma mesma comunidade cultural (se falarmos de uma cultura de Macau), os tradutores e os intérpretes, através da sua actividade profissional, permitem, como intermediários de comunidades monolingues, que todos partilhem de uma cultura plurilingue.
Qual terá sido o papel desempenhado pelo intérprete-tradutor ao longo da história de Macau? Terão os intérpretes e tradutores formados em Macau e para Macau correspondido às expectativas geradas face aos desafios que se foram colocando a toda a sociedade e não só à classe política? Terá a formação que lhes foi proporcionada sido eficaz?
Em 20 de Dezembro de 1999, Macau não só virou uma página da sua história, mas abriu um novo capítulo. Terá a personagem intérprete-tradutor um outro papel nessa nova “peça”?

 

 


 

Encontros e Desencontros da Coexistência – O papel do intérprete-tradutor na sociedade de Macau
Maria Manuela Gomes Paiva.
8º título da Colecção “Estudos e Documentos”)
lançado dia 9 de Julho, na Delegação Macau-China da Fundação Oriente
160 pp.
Brochado

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