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(…)
“Há quem passe pela Vida sem ver nada, à deriva.
Amadeu Araújo faz parte daqueles que, pelo contrário,
não perdem nada do que vêem, mesmo do que pressentem.
Nos anos que passou na Cidade do Nome de Deus na China, foi um peregrino
de rotas que só o coração conhece. Estudou,
perguntou, quis ir ao fundo nos porquês. E, no fim do tempo
que lhe foi dado, não do que escolheria, por certo, se lhe
fosse possível escolher, quis partilhar, deixar este testemunho.
Os Diálogos em Bronze
são muito mais do que isso. Palpitam da sensibilidade que
não soa no bronze nem anima a pedra, mas que atravessa a
corrente das experiências humanas que se herdam, se recebem
e se transmitem.”

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