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A primeira história de Timor
publicada em língua inglesa (e traduzida para português).
Baseando-se em variadas fontes
em línguas europeias e arquivos Gunn apresenta-nos uma perspectiva
colateral sobre o funu timorense ou a arte da guerra ,
e as incursões dos forasteiros e lança as bases para
uma reflexão sobre diversas questões que se colocam
relativamente a Timor.
Ter-se-ão devido exclusivamente
a uma atitude contra a cobrança de impostos as rebeliões
que abalaram a ilha nos séculos XIX e inícios do XX?
Terá a grande revolta de Boaventura, nas primeiras décadas
deste século, lançado as sementes do nacionalismo
timorense? Ou será que esta e outras rebeliões deverão
ser explicadas como uma versão do funu timorense?
Terá o colonial-capitalismo
na colónia Portuguesa lançado as bases para um estado
independente viável? Ou, finalmente, foi Timor, mais do que
colónia, governado como um protectorado? Perante o papel
missionário que a igreja católica desempenhou durante
tanto tempo em Timor, de que forma podemos avaliar a tradição
timorense? O que constitui identidade timorense? E, na verdade,
como é que se reacendeu o funu timorense, talvez reformulado
e reimaginado, no seio da juventude de Timor perante a ocupação
assassina e genocida dessa nação de meia-ilha?

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