CATÁLOGO
BUSCA

No labirinto da cidade há inequívocos sinais de uma presença secular portuguesa. Uns mais óbvios que outros mas todos remetendo para uma memória longínqua.
É nessa cidade invisível, constituída por pistas, monumentos, sons, odores, fragmentos e lembranças, que se procura o rasto de um caudal que correu por muitos anos e que foi deixando despojos, sinais, tradições, marcas de uma cultura. Por vezes, é na curva de uma estrada que se encontram essas marcas. Ou na tabuleta de uma rua, na confecção de um prato e na expressão de uma pessoa. Há os símbolos gravados na pedra ou cerzidos num pano, referências de um poder político e administrativo que foi semeando os seus sinais. No ano em que Macau regressou à soberania chinesa, enumerar os sinais da presença portuguesa pode parecer um gesto nostálgico. Mas não, trata-se tão só de ganhar distância.
Um último registo atempado de algumas "marcas" que a transferência de soberania, a 20 de Dezembro, entretanto, apagou.

 


 

MARCAS DA PRESENÇA
PORTUGUESA EM MACAU

Luís Andrade de Sá e António Falcão.
Macau, Outubro 1999.
108 pp. 25 x 25. Cartonado com sobrecapa.
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