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Um
livro poemas onde, segundo Yvette Centeno, perpassa uma paixão: a
de Macau, espaço mítico, tempo interiorizado, memória quase sagrada.
E a grande qualidade de um poeta-antropólogo: o olhar atento ao outro,
a cumplicidade fraterna, a descoberta e a aceitação de uma segunda
natureza.
(...)
Uma bem absorvida experiência oriental (mas, sobretudo, uma bem
absorvida escola poética sem rendições ocasionais)... Sales Lopes
absorveu de modo singular, Òna peleÓ, a sua experiência desta parte
do mundo, onde passou a viver desde há vários anos com um enraizamento
pouco vulgar num autor do Ocidente.
O
Clarim
Poesia
tão apaixonada como interrogativa, imbuída de unidade indiscutível,
perpassada por fissuras e vivências impossíveis de se perderem,
impossíveis de serem definitivas. Apaixonadamente mítica, mas lúcida.
Revista
MacaU

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