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Um pedaço da história
recente de Macau, em que o acto da escrita muitas vezes coincide com
os acontecimentos e outras os antecipa, prevendo-lhes as consequências.
(João Fernandes) enganou-se algumas vezes. Poucas. (do prefácio) Os
duzentos quadradinhos opinativos do director do "Jornal de Macau"
são acompanhados de textos introdutórios para situar o leitor no tempo,
e enriquecidos pelo humor muito especial dos cartoons de Augusto Cid.
Por onde se começa
a ler o "Jornal de Macau"? Pelo quadradinho, ao cimo esquerdo
da primeira página, que o seu director, João Fernandes, assina desde
1982. Marca de uma escrita que combina a parcimónia com a mordacidade,
o humor, a crítica e, por vezes, a contundência, o quadradinho de
João Fernandes foi, desde a fundação do jornal, o barómetro e a
visão pessoal de uma cidade e da sua vida política e pública.
Futuro
de Macau
A melhor prova de
que os "quadradinhos" são "peças de resistência"
que passam com distinção na implacável prova do tempo está aí, à
vista de todos, nas 321 páginas deste volume (...). Relidos à distância
e com um vagar que só o folhear de um livro propicia, quase todos
estes editoriais mantêm uma frescura assinalável. Como se tivessem
sido redigidos a pensar na edição de hoje.
Ponto
Final

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