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Nesta obra, por onde perpassa a ironia de uma aceitação profunda da
pequenez do bicho- -homem, as personagens envolvem-nos num universo
de sentimentos e emoções muito próximo de nós. Em Portugal, em Moçambique
e, sobretudo, em Macau.(...) Construtores do Império são todos os
portugueses da diáspora, na busca de outros horizontes, na saudade
da pátria, na sede das paisagens impossíveis.
A saga de Saraiva
Marques é-nos narrada com desenvoltura e uma fina ironia, e de tal
modo integrada na paisagem social e política de Macau, que acaba
por ultrapassar a banalidade de uma mera estória de cordel. O humor
e a ironia, de par com uma escrita fluente, valorizando a expressividade
do adjectivo e do advérbio, são qualidades a acrescentar a esta
obra...
Revista
MacaU

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