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Sai-se
da leitura deste livro - romance de uma biografia, se lhe podia chamar
- com a sensação de que vivemos, nas suas breves páginas, todos os
anos deste século e, mais, que o percorremos no tempo e no espaço
(...) É um livro que se insere num mundo de uma certa literatura inglesa
do período imperial (Kipling, Conrad, Bloomfield e Somerset Maugham)
mas a que não falta - ou não fosse o autor português - aqui e além,
a tessitura esboçada de uma trama camiliana.
De
capítulo em capítulo, Leal de Carvalho leva-nos a percorrer, com
talento queirosiano, todos os caminhos, implacavelmente severos,
tortuosos e enganosos, que a vida ofereceu a Irina. (...) O drama
pungente de Irina Ostrakoff encontrou, pelo punho do escritor Rodrigo
Leal de Carvalho, a dimensão de uma tragédia grega..
Ponto
Final
Salta
à vista que Leal de Carvalho é um excelente ÒpintorÓ do retrato
humano e um magnífico ÒpaisagistaÓ, se o termo nos é permitido.
O
Clarim
Com
uma escrita extremamente elegante, entremeada de uma fina ironia,
Leal de Carvalho percorre com os seus personagens quase meio século
da vida desta área do globo, afirmando-se de imediato como um prosador
de grande qualidade.
Jornal
de Macau

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