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Macau, simbolicamente separado da China pelas Portas do Cerco, não
é apenas um pretexto, um cenário, uma referência exótica. É, mais
do que um espaço geográfico, um Òpadrão vivoÓ, com uma história própria,
os seus deuses e as suas superstições, uma singular forma de estar
e conceber o mundo e a existência, um rosto, um corpo. Macau é, assim,
neste livro, uma personagem principal.
A viagem (de A.
Rebordão Navarro) É terá, pois, valido a pena, porque dela ficou
este livro que nos delicia e, por ela, chegamos às Portas do Cerco,
que o mesmo é dizer às portas de Macau, um cenário sempre presente
no roteiro do nosso imaginário.
Comércio
do Porto
Estamos, pois, perante
uma ficção abrangente, envolvente, total. Tudo é ficção. Até os
nomes próprios. Coincidentes. Até a realidade (...) Um monumento
escultórico irá perpetuar a secular convivência luso-chinesa, significativamente
intitulado "Porta do Entendimento". Indubitavelmente que
"As Portas do Cerco" se lhe antecipou nessa sino-lusitanidade
convivencial."
Notícias
de Penafiel
Possuidor de notáveis
recursos linguísticos, é por estilo o escritor um anarquista, configurando-se
a sua obra actual como uma espécie de orquestração sinfónica através
de infinitas variações temáticas.
Letras
e Letras

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