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Macau, simbolicamente separado da China pelas Portas do Cerco, não é apenas um pretexto, um cenário, uma referência exótica. É, mais do que um espaço geográfico, um Òpadrão vivoÓ, com uma história própria, os seus deuses e as suas superstições, uma singular forma de estar e conceber o mundo e a existência, um rosto, um corpo. Macau é, assim, neste livro, uma personagem principal.

A viagem (de A. Rebordão Navarro) É terá, pois, valido a pena, porque dela ficou este livro que nos delicia e, por ela, chegamos às Portas do Cerco, que o mesmo é dizer às portas de Macau, um cenário sempre presente no roteiro do nosso imaginário.

Comércio do Porto

Estamos, pois, perante uma ficção abrangente, envolvente, total. Tudo é ficção. Até os nomes próprios. Coincidentes. Até a realidade (...) Um monumento escultórico irá perpetuar a secular convivência luso-chinesa, significativamente intitulado "Porta do Entendimento". Indubitavelmente que "As Portas do Cerco" se lhe antecipou nessa sino-lusitanidade convivencial."

Notícias de Penafiel

Possuidor de notáveis recursos linguísticos, é por estilo o escritor um anarquista, configurando-se a sua obra actual como uma espécie de orquestração sinfónica através de infinitas variações temáticas.

Letras e Letras

 

 


 

AS PORTAS DO CERCO

António Rebordão Navarro.
Colecção Macau/Leituras.
Macau. Março 1992.
301 pp. 13 x 23,5 cm. Brochado
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